Com drama

De repente olhamos pra dentro de nós e a única coisa que enxergamos é esse borrão de sentimentos que nos cobre por inteiro. Não cabe a nós tentar apagá-lo. A gente nunca se acostuma a perder o controle sobre o que sentir, quando sentir ou como sentir, mas é nesse momento que a gente se depara com caminhos pelos quais nunca pensamos que íamos passar. Então a gente começa a perceber que o que desejáva-mos não era o suficiente e que podemos ir mais além.  Por mais estranho e nebuloso que seja o caminho a gente arrisca e arriscar é completamente normal. Normal porque já nos acostumamos a fazer as coisas por impulso. Por mais que tentemos mudar, no final das contas a gente sempre acaba voltando pro mesmo lugar. Aquela velha dor no peito não nos deixa esquecer e, pra falar a verdade,  nem sempre a gente deseja curá-la. Não faz sentido, mas quem já sentiu entende.(Jullie Souza)

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Intensidade momentânea

Intenso é tudo aquilo que deixa marcas no nosso coração, difíceis de apagar. Quase que sem querer a gente se apega aos sentimentos e os tornamos a coisa mais importante e preciosa que possuímos. Eles passam a nos definir tomando conta do nosso coração, preenchendo a parte que antes ficava vazia. Não estamos acostumados a guardar tanto sentimento, eles explodem dentro da gente. Arriscamos, sem saber se vale a pena arriscar, passando a acreditar que as coisas podem ser simples e normais, quando na verdade não são. Na verdade estão longe de ser. A verdade nunca é o suficiente. Essa é a hora que a gente deveria respirar fundo e acordar. A verdade é que eu nunca fui das que fazem sentido. Acho que me perdi. Me encontra. (Jullie Souza)

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Antigos Erros

Agente percebe o quanto mudou quando olhamos para trás vemos o tamanho dos nossos erros. E sim, a gente erra muito. A verdade é que exageramos, transformamos completamente os sentimentos dentro de nós. Fazemos isso como se fosse a coisa mais simples do mundo. Tudo fica fora do lugar. Inventamos sentimentos pra preencher o vazio que fica quando alguém vai embora. Tolice. Esses sentimentos, na maioria das vezes nem sequer existem de verdade. A gente cria um lugar próprio, e ficamos lá escondidos por muito tempo, fugindo da realidade. O fato de não sentir nada nos sufoca, não importa como as coisas aconteçam, tudo o que a gente quer é sentir algo outra vez. Aquela sensação estranha de não estar triste nem feliz, de não saber aonde ir, nos faz perder o ar. Temos a mania de querer encontrar o sentido de tudo, como se isto fosse possível. Então a gente percebe que as coisas mais interessantes são as que não fazem o menor sentido. Então deixamos de nos importar, porque nada que possamos fazer vai mudar isto. (Jullie Souza)

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Ter controle

Eu cheguei muito perto, perto demais de desistir e isso não seria novidade pra mim. Perdi o controle sobre o que sentia, mas não conseguia aceitar isto. Cada passo que eu dava era medido milimetricamente, era analisado detalhadamente e não havia nada que pudesse mudar isto. Me enganei. Nem sempre o que planejamos é o melhor pra nós. Eu percebi que sair dos planos as vezes pode ser melhor do que seguir sempre em linha reta. O que nos espera no final do caminho pode ser até melhor do que o que a gente esperava encontrar. Nem mil desculpas seriam capazes de impedir o óbvio. Eu não posso prometer a mim mesma ter controle sobre tudo, sempre. Todo esse sentimento era projetado em minhas pálpebras cada vez que eu fechava os olhos involuntariamente. A intensidade do que eu sentia me fazia ter medo. Fazia-me tentar fugir, ir pra um lugar onde eu pudesse ter o controle sobre mim novamente. Mas não era tão fácil assim. Tanto sentimento já não cabe mais em mim. (Jullie Souza)

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Sobre o que sentir

Depois de um tempo a gente percebe que não é sempre que conseguimos ter controle sobre o que sentimos. Isso é a coisa mais natural que existe. Passamos a sentir uma leve dor no peito e a percebemos como se fosse a maior dor já sentida. Não senti-la pode ser mais angustiante do que sentir. A gente erra e volta a repetir o mesmo erro, insonscientemente, inúmeras vezes. É que ficar tentando acertar sempre cansa demais. Olhamos pra trás e percebemos que os erros fazem parte de nós. Embora seja difícil de acreditar, os sentimentos mais improváveis ainda podem ser os mais verdadeiros. E a gente segue acreditando naquela velha dor, às cegas. (Jullie Souza)

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Sobre a Intensidade

Não sabemos de onde ou quando esses sentimentos surgem. Quando percebemos a sua existência já é tarde demais, eles estão dentro de nós, se espalhando pelo nosso corpo cada vez que o nosso coração bate involuntariamente. Não sabemos lidar com essa sensação.  Passei a pensar em todas estas perguntas sem respostas e o porquê de esquecermos esta necessidade de fechar os olhos, todas as noites, enquanto nosso coração bate involuntariamente por alguém. Eram só pensamentos e dúvidas, que hoje se tornaram sentimentos. Eu já senti coisas intensas, mas hoje o que eu ando sentindo não tem nome. Impossível classificar. As vezes tenho a impressão de que tais sentimentos não se encaixam em qualquer categoria de sentimentos já conhecida. O novo é realmente algo difícil de lidar. Na verdade quando as coisas são fáceis demais passam a ser insignificantes no final. E no final é sempre o mesmo sentimento que nos faz repetir tudo de novo. São apenas sentimentos e eles nunca param. (Jullie Souza)

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Sentimentos aleatórios

Eu preciso olhar nos teus olhos e ver que está tudo bem. É que as vezes eu sou levada por uma onda de sentimentos que me deixa em um lugar qualquer, distante e difícil de sair. É quando eu percebo que os ponteiros do relógio não estão saindo do lugar. O tempo parou. Eu posso ver milimetricamente cada segundo perdido e não há nada que eu possa fazer pra impedir. Passo os dias tentando entender. A realidade é que a gente nunca sabe se aquele novo sentimento realmente vai valer a pena, mas mesmo assim não deixamos de sentir. Faz alguns dias que eu passei a refletir sobre todos estes sentimentos que estão guardados dentro de mim. De onde eles surgiram? Quando o terreno é desconhecido o nosso coração caminha em passos lentos e são tantos os caminhos que as vezes ele não sabe qual é o mais certo a seguir. Como se isto realmente importasse. E se os ponteiros não voltassem a andar eu não me surpreenderia. (Jullie Souza)

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Viva o seu presente

A gente se apega ao invisível e a tudo aquilo que um dia desejamos possuir. O concreto é totalmente diferente. O tempo passa e agente começa a perceber que nem sempre os planos acabam dando certo, afinal. No entanto ninguém nos diz isto quando começamos a planejálos, nos mínimos detalhes. Precisamos viver mais o presente e deixar o passado pra trás. A perfeição é apenas uma mentira. Por trás de toda essa mentira existe uma vida, a qual vale a pena viver. Viva o presente. Viva o seu presente. (Jullie Souza)

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